Uma interessante pesquisa feita pela Washington State University, nos Estados Unidos, buscou perceber qual a relação que há entre a busca de informações políticas nas redes sociais, e o consumo deste mesmo tipo de informação em outros meios.
A grande problemática é descobrir se existe uma substituição de meios, ou seja, o tempo dedicado ao consumo de informações nas redes sociais é tirado do consumo de outra fonte de informações, de modo que quem usa as redes sociais deixa de usar ou passa a usar menos os outros meios; ou se há uma complementariedade: as informações encontradas nas mídias sociais sucitam interesse pelo tema “política” ou “eleições” e o internauta passa a consumir mais essas notícias em outros meios.
Os pesquisadores analisaram um grupo de americanos acima dos 18 anos, e analisou o consumo de notícias sobre política durante o período de campanha das primárias dos partidos democrata e republicano.
Os dados levantados comprovaram a ideia da complementariedade. As pessoas que acessavam nas mídias sociais informações sobre as primárias, trocavam mais notícias via email sobre as eleições; assistiam mais vídeos online dos candidatos; e acessavam com maior frequência os sites sobre o mundo político.
Esses dados servem para reforçar a ideia de que a comuniação online das campanhas eleitorais deve ser integrada e feita de forma estratégica. Os internautas veem algo numa mídia social, daí procuram um vídeo sobre o assunto, mandam um email, conferem a informação num website etc. Os profissionais do marketing político devem montar um mix online capaz de atender a todos esses distintos momentos dos usuários de internet

