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	<title>Lucas Reis</title>
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	<description>Marketing político, comunicação pública e governo eletrônico</description>
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		<title>Antanas Mockus, Eleição na Colômbia e um novo padrão no marketing político latino-americano</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 15:26:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing Político]]></category>

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Semana passada ocorreu o primeiro turno das eleições colombianas. O candidato governista, Juan Manuel Santos, liderou o pleito com 46% dos votos, proporção insuficiente para ganhar sem segundo turno. Assim, ele enfrentará Antanas Mockus, do partido verde, que conseguiu 21% dos votos, número inacreditável há alguns meses atrás, quando ele não passava dos 3% nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-71" title="Antanas Mockus marketing político colombiano" src="http://www.lucas-reis.com/wp-content/uploads/2010/06/antanas-mockus12303061-219x300.jpg" alt="Foto de antanas Mockus, case de marketing político na campanha eleitoral da Colômbia" width="219" height="300" style="float: left;" /></p>
<p>Semana passada ocorreu o primeiro turno das eleições colombianas. O candidato governista, Juan Manuel Santos, liderou o pleito com 46% dos votos, proporção insuficiente para ganhar sem segundo turno. Assim, ele enfrentará Antanas Mockus, do partido verde, que conseguiu 21% dos votos, número inacreditável há alguns meses atrás, quando ele não passava dos 3% nas pesquisas.</p>
<p>A explicação para esse crescimento repentino passa pelo marketing político online. Mockus se destacou dos seus concorrente no uso das ferramentas digitais. Os resultados são cerca de 700 mil fãs no FaceBook, 7ª posição entre os políticos de todo o mundo. O ritmo de crescimento nesta rede também impressionou. Foram mais de 200 mil novos fãs num mês, segundo maior crescimento da política mundial, atrás apenas de Obama. No Twitter, são quase 60 mil seguidores. Há também presença no Flickr e Youtube. O site institucional recebe cerca de meio milhão de visitantes a cada mês, mas a audiência é potencializada pelas mídias sociais. Segundo estimativas, Mockus deve atingir cerca de 4 milhões de internautas colombianos. Estes se engajaram na campanha, resolvendo dois problemas graves tidos pelo candidato: capilaridade pelo país e capacidade de arcar com os custos de uma grande campanha. Colombianos simpatizantes de Mockus replicam suas mensagens on e offline, levando a fala do candidato pelo país adentro. Estas mesmas pessoas não só baixam, imprimem e distribuem materiais de campanha, como criam novas peças, numa espécie de campanha política colaborativa.</p>
<p>A pergunta de um milhão de dólares: como Mockus conseguiu tamanha visibilidade online? E como ela se transformou em apoio político offline e em votos no primeiro turno?</p>
<p>Primeiro, isso não foi conseguido apenas por estar nas redes sociais. Todos os outros candidatos também tiveram atuação nas redes. Antes de tudo, deve-se ter em consideração que Mockus não é um rosto desconhecido na Colômbia. Ele já foi prefeito de Bogotá, a capital do país, e reitor da maior universidade nacional. Entretanto, o contexto colombiano não era muito encorajador para Mockus. O país vive um bom momento econômico, com baixo índice de desemprego, a violência tem caído, existe uma estabilidade do sistema democrático e o atual presidente, Álvaro Uribe, possuia quase 80 de aprovação. Este cenário lembra o início das eleições chilenas, que acabaram sendo vencidas por Sebastian Pinera, que não tinha o apoio da bem avaliada presidente Michele Bachelet, e que usou de forma destacada as ferramentas digitais durante a campanha.</p>
<p>Para ganhar espaço, a campanha de Mockus encontrou uma das poucas brechas que tinha. Seu slogan é &#8220;<em>A união faz a força: juntos pela legalidade democrática</em>&#8220;. Isso se aplica pois a principal crítica ao governo Uribe é a sua conivência, quiçá participação, com a corrupção no país. O slogan de Mockus mete o dedo nesta ferida. Ao invés de seguir o padrão do Partido Verde, que seria bater prioritariamente na causa ambiental, ou de seguir um discurso inócuo de mudança de &#8220;tudo que aí está&#8221;, a campanha apontou para o que já incomodava os colombianos, colocou a responsabilidade da mudança nas suas mãos e lhes deu ferramentas, espaço e liberdade para atuarem. Enfim, Mockus usou um discurso que atinge em cheio o público jovem, o mais engajado em sua campanha. Afinal, na Colômbia de hoje, a única forma de provocar uma mudança na sociedade é combatendo a corrupção.</p>
<p>Na Colômbia o voto não é obrigatório, por isso o engajamento é ainda mais importante. É pouco provável que na votação de 20 de junho Mockus saia vencedor. Ele possui cerca de 30% das intenções de voto, contra 61% de Juan Manuel Santos. Mas o fato de ter ido ao segundo turno já é uma grande vitória para ele, e comprova a ideia de que a eficiência não está no mero uso de ferramentas modernas, mas na identificação da necessidade do público, na definição da mensagem, na estratégia de divulgação e disseminação, e no uso adequado e equilibrado das ferramentas disponíveis. Enfim, marketing político online e tradicional são as mesmas coisas, com suas devidas diferenças.</p>
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		<title>Curso de Marketing Político na UFBA</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 11:56:45 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Marketing Político]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste mês de junho, a UFBA realizará um curso focado no marketing político digital. Ministrado por profissionais e estudiosos da área, o curso tem a ambição de ser prático, ensinando aos participantes como operar as diversas ferramentas disponíveis para o marketing digital, sem perder de vista a visão estratégica.
Trata-se de um curso de 30h, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste mês de junho, a UFBA realizará um curso focado no marketing político digital. Ministrado por profissionais e estudiosos da área, o curso tem a ambição de ser prático, ensinando aos participantes como operar as diversas ferramentas disponíveis para o marketing digital, sem perder de vista a visão estratégica.</p>
<p>Trata-se de um curso de 30h, com certificado expedido pela UFBA. As aulas se iniciam em 09 de junho e a inscrição custa R$ 500,00. Mais informações no site: <a href="http://www.publicidadedigital.facom.ufba.br/blog/?p=490">http://www.publicidadedigital.facom.ufba.br/blog/?p=490</a></p>
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		<title>Política de comunicação pública nas mídias sociais &#8211; O caso da Carolina do Norte</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 15:58:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação Pública]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana passada, achei um documento produzido pelo gabinete do Governador da Carolina do Norte, EUA. É um arquivo traz as melhores práticas de uso das mídias sociais pelos órgãos de governo. 
Basicamente, o texto se divide em quatro partes. Na primeira, se dugere que cada órgão crie ou delegue a um departamento a função [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada, achei um documento produzido pelo gabinete do Governador da Carolina do Norte, EUA. É um arquivo traz as melhores práticas de uso<strong> das mídias sociais pelos órgãos de governo. </strong></p>
<p>Basicamente, o texto se divide em quatro partes. Na primeira, se dugere que cada órgão crie ou delegue a um departamento a função de planejar gerenciar a presença nas mídias sociais. Este departamento deverá identificar em quais mídias está cada público com quem se deseja falar; e o que deverá ser dito nas social media. Perguntas básicas para a atuação em qualquer ambiente comunicacional.</p>
<p>Posteriormente, o texto vai identificar como essas mídias deverão ser usadas, qual a sua relação com as mídias sociais da equipe que gerencia os perfis do governo e qual atitude deve ser tomada em situações que demandem o envio de dados pessoais. Aqui também, o documento se esforça para deixar claro que o conteúdo colocado numa mídia social é uma declaração oficial do governo, e que as interações com os usuários deve ser feita publicamente.</p>
<p>Por fim, o documento fala sobre os aspectos de segurança da atuação nas mídias sociais. Fala sobre questões de tecnologia e sobre práticas de uso dos internauta. Além disso, explica como lidar com os conteúdos enviados pelos internautas, como armazenar isso e como respondê-los.</p>
<p>Trata-se de um material bastante didático, que mostra passo-a-passo o que fazer. Não há grandes análises sobre o potencial das mídias sociais para a comunicação com o cidadão. Ao que parece, o texto parte dessa premissa e vai direto ao assunto: como usar da melhor forma essas ferramentas.</p>
<p><a href="http://www.lucas-reis.com/wp-content/uploads/2010/01/best_practices_socialmedia_usage_20091217.pdf">Baixe aqui</a> o arquivo que explica como o governo da Carolina do Norte recomenda usar as mídias sociais.</p>
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