A mídia social sensação de 2009 é o Twitter. Não há como negar! De mídia social de NERD americano, à queridinha do mundo político brasileiro, lá se foi um ano. É bom que quase metade dos parlamentares brasileiros tenham criado uma conta no Twitter em 2009, mas o problema é quando isso vira sinônimo de “temos uma estratégia inovadora e completa de uso da internet no marketing político“.
Eu tô com Ben Self, e afirmo que Twitter não ganha eleição. Assim como aliança política não ganha, tempo de TV não ganha, boa retória também não etc. Mas tudo isso contribui e pode levar a vitória se bem utilizado. Aí é que está. O Twitter NÃO é e nem será o grande palco da campanha de 2010. Não é a mídia social mais popular do país, e nem a ferramenta de internet mais usada. O brasileiro ainda vê email, usa celular e busca no Google sobre o que te gera curiosidade. Na hora de conversar com os amigos, usa o MSN e o ORKUT (eles não morreram).
Então, deve-se pensar como essas ferramentas todas devem ser usadas pelo marketing político, de forma integrada, para passar uma mensagem, um conceito. Sim, internet é como qualquer outro meio de comunicação: a ferramenta em si não leva a quase nada, é preciso criatividade e inteligência para fazê-la valer alguma coisa.
Enfim, marketeiros, usem o Twitter conectado ao site ou blog do candidato, que também deve estar no Orkut, no FaceBook, MySpace, enfim, onde quer que seu eleitorado esteja. Façam sites otimizados para buscadores, se relacionem com outros blogs, façam aplicativos para celulares (há mais celulares que eleitores no Brasil). Mais ainda, pensem em como usar essas coisas.
NINGUÉM diz numa reunião que vai fazer um filme para TV, e para por aí. Também não digam que vão “criar um Twitter”. Pensem qual a mensagem que o candidato quer passar, qual o seu público, quais ferramentas devem ser usadas, o que deve ser feito em cada uma delas, a que tempo… enfim, planejem as ações digitais como se deve fazer com as ações de comunicação de modo geral.

